Cena 1 - Prólogo

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Sab 05 Mar 2016, 21:28

Olho para Vrael pensativo, passa-se um tempo e eu digo:
Justo.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Dom 06 Mar 2016, 13:52

Todos na mesa vão-se embora e o padre passa alguns minutos em stasis, com os olhos de peixe perdidos em algum lugar das tábuas de madeira. Ele fica tanto tempo imóvel que vcs acham que ele estava dormindo com os olhos abertos, mas então ele soluçou.

O padre se levanta e vai até o balcão pagar a dívida. Então deixa também uma pequena gorjeta e, quando preparava-se para sair, deu meia volta e apanhou a gorjeta de volta.

- O senhor não tem pago o dízimo.

Ele soluça novamente e sai da taverna apanhando dos próprios pés. Vocês seguem logo atrás.

- Capitão, não parece certo machucar um homem santo da Madre Igreja... - comenta João Caboto.

Vocês seguem o padre para fora do porto. Ele sobe a escadaria de pedra com dificuldade, e diversas vezes quase tropeçou e caiu. A noite está alta, o vento está quieto e tem poucas nuvens. A lua minguante ilumina bem, mas os archotes e lanternas são necessários.

O povoado é protegido por uma paliçada alta, e os portões estão fechados. O padre demorou para perceber isso. Vocês podem ver o porto todo daqui de cima, a baía, o cais, os armazéns e guindastes, a taverna e as poucas casas que ficam fora dos muros.

Vocês vão abordar o padre aqui ou preferem esperar outra oportunidade?
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Dom 06 Mar 2016, 14:21

Vamos seguindo o padre até que ele esteja em um lugar bastante quieto e de certa forma isolado. Quando Caboto diz ser desrespeitoso eu lhe retruco:
Veja Caboto, não vamos machucá-lo, não de início. Mas esse não é um homem santo ele é pior que nós, santo nenhum estaria num chiqueiro daqueles.


Digo a Vrael:
Como será a abordagem?

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Dom 06 Mar 2016, 15:09

Respondo a Agnus:

Como será?! Bem, vamos pegá-lo agora e levá-lo até ali, queira ele ou não. Não quero perder mais tempo. Quem sabe o que aquele maldito macumbeiro está fazendo com o meu Grilhão!!! Espero que não esteja usando de consolo, senão deixarei a estátua por uma semana de molho em rum para tirar o cheiro de cu de feiticeiro.

Pauso e falo novamente:

Não deixaremos ele faz escarcéu. Chegaremos tampando a boca do maldito e com uma pistola entre os olhos. "Convidaremos" ele para um conversa rápida e só. Temos que resolver isso logo.

Depois olho para Caboto e digo:

Pense menos, age mais. Até Jack faria uma missa melhor que aquele ali.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Dom 06 Mar 2016, 15:14

Então vamos logo com isso.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Dom 06 Mar 2016, 23:00

Vamos abordar o padre como Vrael determinou.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Dom 06 Mar 2016, 23:24

O padre insistia em tentar passar pelos portões trancados do povoado de Pequena Gondomar, fazendo a madeira reforçada gemer na noite silenciosa. Um golpe de vento súbito carregado da maresia sacudiu suas vestes pretas e suas narinas foram incapazes de perceber o mau odor dos piratas que o acuavam pela retaguarda. A mão forte do Capitão Barbarossa lhe agarrou o ombro e o fez girar.

O padre cai com as costas no portão da paliçada e Vrael aponta a pistola armada bem entre os olhos avermelhados do "homem santo". Ele demora a perceber a situação, até que começa a soluçar nervosamente. Ele começa a falar em um português arrastado e João Caboto traduz suas palavras.

- Hey amigos, hic! Isso parece perigoso, por que não, hic! Por que não abaixamos isso e bebemos um pouco como bons cato, hic! Católicos?

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Dom 06 Mar 2016, 23:53

Digo a Caboto para traduzir:

Diga a esse filho da mãe que sou anglicano. Do tipo que odeia o Rei Eduardo ou qualquer miserável que esteja com a bunda gorda no trono inglês.

Depois puxo o cão da pistola e falo:

Mande esse desgraçado falar tudo sobre a venda de cadáveres para o maldito macumbeiro do mar ou tudo o que ele sabe sobre àquele feiticeiro sarnento, ou farei meu macaco entrar pelo cu dele e sair pela boca dançando como uma enguia.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Ter 08 Mar 2016, 21:50

Eu olho para o padre e digo de forma simples para que não haja desentendimentos:
Vai  falar sobre o que estamos lhe perguntando para que não haja nenhum problema. Eu não sou católico, mas podemos conversar como pessoas civilizadas. Ande começa a falar. Caboto interprete.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Ter 08 Mar 2016, 23:34

Caboto começa a interpretar e os olhos do padre saltam das órbitas frente às ameaças. Ele mantem as mãos para o alto em sinal de rendição. Vocês podem perceber que ele está tremendo e mijando nas calças. Ele se esforça para raciocinar. No meio do típico papo de bêbado, Caboto consegue extrair o seguinte:

- Por favor, se isso tiver a ver com o clero basta dizer e ninguém nunca mais me verá aqui em Pequena Gondomar nem nenhuma outra colônia portuguesa ou espanhola! Eu não quis matar aquele cônego, eu não o matei! As condições da nau eram horríveis, e alguns não resistiram à viagem! Eu assumi o lugar dele, mas eu juro que não tornarei a fazer isso se me deixarem viver! Tomem, leve esse rosário, pertencia a ele!

Vocês percebem que a embriaguez está levando a melhor dele e sua mente está uma confusão. Ele começa a chorar alto e a soluçar. O portão de madeira reforçada geme.

Testem Percepção.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Sex 11 Mar 2016, 02:06

Teste:

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Sex 11 Mar 2016, 08:16

Pelo que eu entendo este padre matou seu superior para assumir o lugar dele, mas eu apenas digo:
Quem matou ou deixou de matar não importa, rato! Só desejamos que diga o que perguntamos. Fale da venda de corpos pelo coveiro! Ande!


Teste.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Sex 11 Mar 2016, 08:17

Obs.: Na minha fala eu mando Caboto traduzir.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Sex 11 Mar 2016, 20:09

Vrael mantem a arma apontada e Agnus grita. O padre geme encolhido no chão:

- Sim, sim, o coveiro, mas não me mate! Ele mora numa cabana perto do cemitério, fora da cerca do povoado, num pequeno vale! Não me espantaria se ele próprio dormisse em um caixão. Ele faz negócios com o Feiticeiro Vermelho, homens fortes e recém mortos, famílias que não se importem! Eu não sei o que ele ganha em troca dos cadáveres, só vejo ele deixando a ilha em um barco de pescador! Eu imploro senhores, não me façam ao bife!

Neste momento vocês escutam passos subindo as escadarias de madeira atrás da paliçada e murmurando qualquer coisa desconfiada. Duas, talvez três pessoas. Todos ficam em silêncio. De repente, a bala da pistola de Vrael rola pelo cano e cai no chão, pois o pirata apontou a arma muito para baixo seguindo os olhos do padre. Vocês quatro observam silenciosamente a pólvora escorrer pelo cano e fazer um montinho perto de onde caiu a bala.

Seus corações batem mais depressa.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Sex 11 Mar 2016, 21:52

Eu olho para a situação e rapidamente pondero sobre ela dizendo a Vrael:
Já temos o que precisamos, vamos embora daqui antes que tenhamos outra maldita confusão neste lugar.


Dito isso vou tentar me esconder o mais rapidamente possível nas sobras, mas antes peço a Caboto que traduza só mais uma coisa:
Ninguém vai te matar, a menos que nos caguete. Se fizer isso eu venho do mais profundo inferno que eu estiver para te matar. Isso é um aviso e não uma ameaça!

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Sab 12 Mar 2016, 01:25

Fico olhando a pólvora cair como se fosse a areia de uma ampulheta. Terminada a pólvora, falo:

É... Acho que acabou o tempo.

Guardo a pistola e ameaço de sair, depois volto e digo a Caboto para traduzir:

Aonde podemos encontrar o coveiro? Onde nosso cava-covas mora?

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Sab 12 Mar 2016, 17:22

O padre responde sem sequer se levantar do chão poeirento, um pouco por causa do medo mas principalmente devido à embriaguez:

- Fica ao Sul, passados uns 2 quilômetros eu acho. Contorne a paliçada. Você verá um córrego carregando o esgoto do povoado. Siga-o até o banco de areia, então é só caminhar para o Oeste, depois de umas colinas. Se você chegar até a pedreira é porque andou demais!

Vocês três correm e se escondem atrás de grandes pedras nas quais esculpiram a escadaria que sobe até o povoado. Do esconderijo vocês podem ouvir os guardas conversando no passadiço da paliçada:

- É apenas o Cônego Manuel. O pobre coitado não sabe moderar no vinho. Já é a terceira noite essa semana! Desça ali e destranque o portão. Espere, espere! Veja, parece que estava brigando com o demônio! Hahahaha. Abra logo a droga do portão. Será que ele consegue nos entender?
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Dom 13 Mar 2016, 09:55

Eu olho para Vrael e digo subitamente:
Vamos antes que seja tarde, o mais rápido possível! Não temos tempo a perder! Eu vou mandar Jofrag levar o recado de onde estamos quando chegarmos lá. Vamos pegar sua estatueta Vrael e sair desse lugarzinho.


Se não houver objeções eu já me coloco na direção da casa do coveiro e sigo pra lá.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Dom 13 Mar 2016, 17:14

Apenas concordo com a cabeça e sigo Agnus.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Dom 13 Mar 2016, 21:58

Vocês esperam o cônego entrar e os guardas desaparecerem antes de prosseguir. João Caboto limpa o suor da testa e comenta:

- Ufa! Por um momento eu realmente achei que iríamos matar o pobre filho de Deus. Virgem Maria nos perdoe por o que fizemos. Eu acho que não seríamos bem-vindos sequer no palácio submarino de Netuno se carregássemos o sangue de um sacerdote nas nossas consciências.

Vocês contornam o povoado como indicado. Pequena Gondomar foi construída na parte mais alta desta ponta da ilha. O forte de pedra português foi erigido no promontório que contorna a baía de águas tranquilas e vigia toda a colônia. Abaixo dele fica o povoado cercado pela paliçada. Uma escadaria escavada nas pedras desce da paliçada até o cais do porto.

O forte desaparece atrás das estacas de madeira da paliçada no morro acima de vocês. Na face da cerca voltada para o interior da ilha vocês encontram o córrego carregando bosta do povoado de Pequena Gondomar. Vocês seguem seu leito de pedra serpenteando os morros até chegar no mar. Ele deságua em um banco de areia, de onde vocês seguem para o Oeste. Atrás de um morro repleto de flores coloridas vocês encontram o cemitério.

A viagem não durou nem meia hora. O cemitério fica na parte mais baixa e plana entre três morros quase sem árvores. Ele é fechado por uma cerca de pedra baixa redonda e ampla, e ainda na parte de cima do morro vocês podem perceber que o interior é dividido em três áreas com lápides distintas. Há três criptas modestas construídas de pedra e uma construção maior de madeira, talvez uma capela, no centro. Um corredor conecta a única entrada do cemitério às três áreas internas e à capela.

Não se vê luz, nem fumaça, nem viva alma alguma.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Seg 14 Mar 2016, 00:42

Respondo a Caboto:

Sério mesmo que você é um pirata?! Agnus, onde arranjou essa tripulação?! Caboto, a sorte daquele padre foi que a faladeira dele conseguiu deixar até minha pistola entendiada. Nunca na minha vida minha bala caiu da arma. Senão eu teria batizado aquele filha duma sardinha com chumbo inglês! Ou será que a munição era espanhola... Não... Acho que eu peguei aquela bala do corpo de um holandês. Só não tenho certeza... Mas então, estávamos falando do que mesmo?

Assim que chego perto do cemitério, me aproximo do pequeno muro de pedra e dou uma mijada tentando tirar todo álcool que consumi na taverna.

Dando aquela ultima mijada antes do meu jogo de cartas com a morte.

Depois digo a Agnus:

Bem, chegamos então. Agora tratem de me dar um funeral digno, hein!!! Quero ver todo mundo chorando! Até a porra do rei de Madagascar. Depois nos encontramos lá dentro do castelo do maldito macumbeiro. Alias, Agnus, não quer morrer comigo não? Acho que caixão não falta aqui.


Ajeito minha roupa, deito no chão com o chapéu em meu peito e fecho os olhos. Depois me lembro de algo, procuro uma flor e dou a Jack falando:

É melhor que ainda saiba rezar uma missa, hein! Uma palavra errada em latim e eu volto dos mortos para te esganar, seu atraso-evolutivo.

Depois deito de novo e falo com os olhos fechados e chapéu no peito:

Então, vocês me vendem, guardam minha parte, vão me resgatar e temos mais um motivo para sermos caçados até a morte. Tudo no normal?

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Ter 15 Mar 2016, 22:31

Eu digo a Caboto:
Cada um tem sua crença meu caro Joao, mas está mais para irmos pro inferno. HAHAHAHAHAHAHAHA


Chegando ao cemitério eu digo:
Não podemos ficar mais tempo sem um cão, ele vai facilitar muito uma caçada. Veja Vrael, vamos achar o coveiro antes de você "morrer", Caboto venha conosco, sem você somos todos mudos.


Entro no cemitério de forma cautelosa e atento à movimentações.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Ter 15 Mar 2016, 23:43

João Caboto expõe uma corrente de metal oxidado com um crucifixo e comenta:

- Isso vai ficar para fora da camisa de agora em diante para recordar certas pessoas das crenças alheias.

A entrada do cemitério é guardada por um único portão de grades de ferro forjado rústico e com poucos adornos. As pontas são terminadas em lanças muito convincentes. Ao abrir uma das folhas, as dobradiças rangem estridentemente. O caminho único é irregular e largo o suficiente para andarem todos lado a lado. O chão é calçado com pedras cortadas mal assentadas e ervas dominam as laterais do caminho.

À direita, além do baixo muro de pedras, vocês podem avisar a primeira e menor área do cemitério. As covas são irregulares e as lápides não passam de pedras empilhadas e tábuas de madeira gravadas a fogo. Mesmo sob a luz fraca do luar, vocês podem percebem que as ervas daninhas são apanhadas com regularidade aqui. Esforçando um pouco a visão, vocês percebem um detalhe sinistro: há pertences degradados pelo tempo em muitas das covas... sabres, mosquetes e munição. Uma das criptas de pedra fica aqui, grande o suficiente para se enterrar seis pessoas, e parece ter um nível subterrâneo.

À esquerda está uma área mais recente e completamente descuidada. As covas não possuem lápides nem nenhum tipo de identificação. Ninguém as preserva há muito tempo.

A última terra ocupa quase metade do cemitério e é a que mais se aproxima de um cemitério convencional. Sepulturas organizadas e numerosas, jazigos de todo tipo e até mesmo duas criptas. Alguns túmulos estão mais bem preservados do que outros.

A capela de madeira fica no centro do cemitério, construída ao lado da única árvore grande que se vê, a copa ainda mais alta que o telhado. A construção tem dois andares e a madeira foi castigada pelos elementos. Todas as janelas estão fechadas e trancadas por dentro. A única porta está fechada. A armação de ferro de uma velha lanterna foi deformada para servir de aldrava.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Qui 17 Mar 2016, 00:42

Deitado no chão escuto as asneiras de Agnus e Caboto e falo:


Agnus, cada dia mais penso que ganhou seu navio nas cartas. Como seguem um capitão que tem miolo de ostras no lugar de um cérebro?! Como eu, o morto de venderemos, bate na porta do coveiro e pergunta: "Eu quero vender um cadáver, no caso eu. Quanto vale?". Acho que não dará certo. Fora que temos que ter tudo planejado, já que não sabemos quantos há naquela merda de castelo. 

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Qui 17 Mar 2016, 21:46

Olho para Vrael e digo:
Calhe a boca! Já não está falando coisa com coisa, não entendi porra nenhuma do que disse.


Assim que chego proximo da porta da capela eu pego a aldrava e bato na porta com ela, e espero que alguma viv'alma apareça pra nos receber.

Estou muito atento.

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Qui 17 Mar 2016, 22:34

As marteladas da aldrava propagam-se e morrem. Uma chama dançante surge no interior da capela e ilumina parcamente o ambiente. Feixes de luz podem ser vistos varando as frestas entre as tábuas de madeira. No momento seguinte, ouve-se o eco do ranger provocado por passos lentos e arrastados. Ferro choca-se contra ferro quando uma chave faz o miolo da fechadura girar e a porta principal se abre.

Vocês veem uma figura alta e esguia recortada contra as trevas do interior da capela. Ele carrega uma vela num castiçal improvisado a partir do cano de uma pistola na mão esquerda. Suas vestes completamente negras descem dos ombros aos pés e estão em farrapos. Uma corda amarrada na cintura prende o conjunto.

Ao elevar o candelabro improvisado, vocês enxergam um rosto pálido e comprido, bastante idoso, e cabelos grisalhos compridos. Não há sinal de barba, mas uma cicatriz esbranquiçada sobressai-se na bochecha esquerda. O sujeito está no alto dos três degraus que sobem até a porta e, mesmo sendo corcunda, tem quase dois metros de altura.

Ele os observa com seus olhos totalmente negros e nada diz.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Dom 20 Mar 2016, 09:27

Eu vejo a caquética criatura que chamam de coveiro e me adianto a falar já que esse não é o forte dele:
Meu nome é Barbarossa, e soube que negocia certos tipos de mercadoria com certos tipos de pessoa, eu possuo uma boa deitadinha ali, o fígado e os rins estão um pouco prejudicados, principalmente o fígado, mas creio que deva valer algo. Está disposto a negociar?

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Vrael em Dom 20 Mar 2016, 23:56

Continuo deitado apenas escutando a conversa.

[Fígado ruim?! Antes isso que uma cabeça cheia de miolos pobres!!! Vamos logo com isso que já estou com vontade me mijar de novo!]

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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Admin em Seg 21 Mar 2016, 00:21

O coveiro aproxima o candelabro improvisado até próximo do rosto do Capitão Agnus e o observa inquisitivo. João Caboto não consegue esconder um rosto contorcido pelo nervosismo da situação, mas se esforça para traduzir. O sujeito então afasta a vela de Agnus e observa Vrael deitado no chão não longe dali. Ele então responde rispidamente em português:

- Aquele homem está vivo. Eu não negocio gente viva.

Caboto traduz.
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Re: Cena 1 - Prólogo

Mensagem por Agnus em Qui 24 Mar 2016, 22:53

[Onde eu estava com a cabeça concordando com Vrael?! Esse espantalho lida com gente morta a muitos anos, ele sabe quem esta vivo, não é um principiante!]

Eu olho pra ele e digo, agora sendo rodeios:
Precisamos entrar na fortaleza marinha do feiticeiro seu comprador, e precisamos fazer isso hoje, então estamos dispostos a fazer um acordo com você.


Eu grito para Vrael:
Levante daí ô prostituta, o homem aqui sabe que está vivo! Querendo enganar o coveiro, está pior que eu Vrael!

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Re: Cena 1 - Prólogo

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